Coaching: Definição e Princípios

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22/09/2017

O coaching é um processo, método, disciplina e/ou filosofia que utiliza conceitos, ferramentas e técnicas de diversas ciências, tais como Psicologia, Administração, Sociologia, Educação, Filosofia, apoiando-se na sinergia entre tais disciplinas, direcionado à superação de desafios e conquistas de resultados planejados. Sua utilização no Brasil e no mundo tem se difundido, tornando-se cada vez mais conhecida pelos excelentes resultados que proporciona.

O que é Coaching?

Vikki Brock, especialista com tese de doutorado sobre o assunto, define coaching enquanto “orientação por metas, foco em resultados, processo sistêmico, no qual, uma pessoa facilita mudança consistente, em outro indivíduo ou grupo, e nutre o aprendizado auto-dirigido, e crescimento pessoal do coachee, abrangendo atributos de modo contínuo”.

De acordo com José Roberto Marques, uma das principais referências em coaching no Brasil, coaching é “um processo onde se estabelece um relacionamento de apoio e interação colaborativa de aprendizagem, entre Coach (Profissional) e Coachee (pessoa que passa pelo processo – Cliente) e em que o Coach ajuda o Coachee a se desenvolver rapidamente, rumo a um foco específico”.

Em síntese, podemos considerar coaching enquanto sinônimo de F.A.S.E.R: Foco, Ação, Supervisão (Mensuração com Sentimento), Evolução Contínua, Resultados (Marques, 2016, p. 133).

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O que não é Coaching?

Coaching é diferente de:

  • Mentoring;
  • Aconselhamento;
  • Terapia;
  • Treinamento;
  • Consultoria;

Seu principal diferencial reside na utilização do presente em função de objetivos futuros, partindo do estado atual para o estado desejado pelo coachee. Um exemplo sintético de como funciona o processo de coaching é a utilização de 3 perguntas básicas, fundamentadas na metodologia Skilled-Helper:

  1. O que está acontecendo?
  2. O que quero fazer em vez disso?
  3. Como e quando eu poderia conseguir o que quero?

História do Coaching

O termo “coach” deriva da Vila de Kócs na Hungria em 1400, e era utilizado para designar a carruagem de 4 rodas (koczi), invenção desta região. As carruagens levavam as pessoas para onde elas queriam estar, e o termo virou gíria na Inglaterra no século XIX, onde os universitários de Oxford iam de carruagem para as aulas e passaram a designar os tutores que auxiliavam na preparação para provas enquanto coaches.

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Depois, no século XX, o termo era utilizado com frequência nos esportes para designar os técnicos que conduziam as equipes, e passou a ser utilizado também no meio corporativo em 1950. Já em 1974, Tim Gallwey publicou o livro “The Inner Game of Tennis”, contendo muitos dos princípios utilizados pelo coaching enquanto disciplina e profissão.

Coaching se tornou reconhecidamente uma profissão a partir da década de 90. Possui duas áreas principais de atuação: pessoal, levando em consideração a qualidade de vida, saúde, relacionamentos, finanças e autoconhecimento de modo geral; e profissional, envolvendo carreira e negócios, sendo cada vez mais utilizado no meio empresarial para desenvolvimento de competências, alinhamento da cultura organizacional e obtenção de ambiente favorável a produção de líderes.

Fundamentos do Coaching

Enquanto pilares, o processo de coaching vale-se de 4 fundamentos:

  • Humanidade: ênfase no ser humano em primeiro lugar, considerando sua história de vida, interesses, modelos mentais, potenciais e limitações, de modo abrangente e holístico.
  • Competências: desenvolvimento de conhecimentos, habilidade e atitudes, necessário ao objetivo estabelecido.
  • Metodologia: procedimento eficaz e planejado para se atingir o resultado esperado, com possíveis adaptações mediante o processo.
  • Técnicas e ferramentas: recursos com os quais o coach auxilia o coachee na superação das etapas elaboradas na metodologia.

Percebe-se, portanto, que, para além da busca por resultados, fundamentalmente todo processo de coaching leva em consideração o ser humano. O objetivo só poderá ser atingido pelo realizador que assim o deseja. Deste modo, são enfatizadas 3 necessidades básicas do ser humano:

  1. Ser ouvido na essência.
  2. Ser reconhecido / amado / respeitado.
  3. Ter o direito de errar e ser perdoado.

Para atuação enquanto coach, de modo a aproximar o coachee de seu estado desejado, é necessário atentar para os seguintes princípios fundamentais:

  • Não julgamento: compreensão e respeito ao modelo de mundo e aspirações do cliente.
  • Foco no futuro (estado desejado): orientação à conquistas positivas e mudanças efetivas na vida do cliente.
  • Ação (tarefas): a sabedoria envolve colocar o conhecimento em prática, sendo necessário agir.
  • Confidencialidade e ética: os conteúdos abordados na sessão pertencem ao cliente, de modo que o coach deve manter sigilo absoluto.

Como é o Processo de Coaching?

No coaching, as perguntas são as respostas. O coach não direciona seu cliente nem o aconselha: ele visa ajudá-lo a atingir seus objetivos por meio de maior clareza e organização. Assim, um coach deve estar preparado para ouvir e observar, atuando ao modo de um facilitador fornecendo feedbacks valiosos embasados em uma visão sistêmica e organizado da situação, por meio de uma relação de confiança.

Dentre as competências a serem desenvolvidas em um processo de coaching, encontram-se: flexibilidade, criatividade, inovação, empreendedorismo, iniciativa, liderança, desenvolvimento de equipes, relacionamento interpessoal, orientação para resultados, comunicação e orientação para o cliente.

Um processo de coaching de modo formal dura em média de 10 a 12 sessões estruturadas, podendo ser realizadas de modo presencial ou à distância, por meio dos recursos tecnológicos ao modo da internet. De modo informal, líderes com competências em coaching utilizam cotidianamente as ferramentas, princípios e metodologias com suas equipes ou mesmo com seus familiares e amigos, auxiliando inúmeras pessoas a transformarem seus objetivos em realidade, tanto no âmbito pessoal quanto profissional.

Método do Coaching

A base metodológica do coaching formal pode ser expressa e resumida da seguinte forma (Kunzler & Schneider, 2012, p. 43):

  1. Atender o cliente em suas necessidades, explicar e esclarecer o processo de coaching e estabelecer um vínculo de confiança entre coach e cliente;
  2. Administrar as expectativas, ser objetivo quanto ao processo;
  3. Avaliar o cliente, obter informações sobre ele;
  4. Descobrir a preocupação imediata do cliente, seu estado atual;
  5. Desenhar a aliança e comprometimento de trabalho entre cliente e coach;
  6. Objetivar os aspectos práticos do processo de coaching, modo de trabalho (sessões, tempo, prazo etc.);
  7. Estabelecer metas exequíveis, estado desejado e sonho a ser realizado;
  8. Elaborar um plano de ação a partir das metas e objetivos claros;
  9. Elencar as tarefas que deverão ser realizadas durante as sessões até alcançar as metas e objetivos delineados;
  10. Monitorar, avaliar, corrigir e realizar a passagem e consolidação entre estado atual, início do coaching, e estado desejado/sonhado/alcançado e com isso realizar o término do processo.
Ferramenta de Coaching

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Dentre as ferramentas utilizadas durante o processo de coaching, pode-se listar: shazan, autofeedback, roda da vida, roda das competências, feedback projetivo 360º, 5W2H, análise do campo de forças e exercícios de visualização. Grande parte das técnicas são embasadas pela Programação Neurolínguística (PNL), produzindo a ressignificação de modelos mentais estabelecidos na forma de crenças, emoções e comportamentos.

Benefícios do Coaching

Em termos pessoais, pode-se destacar:

  • O atingimento de uma vida mais próspera, equilibrada e bem-sucedida;
  • O aumento da autoestima;
  • O abandono de hábitos arraigados que conduzem à estagnação pessoal;
  • A superação de limites e bloqueios pessoais;
  • A ação orientada perante situações de crise ou adversidade.

Em termos empresariais, produz:

  • Melhoria na comunicação entre a equipe;
  • Desenvolvimento de novos comportamentos voltados para resultados;
  • Elevação da satisfação e motivação no trabalho;
  • Aumento da produtividade e harmonia da equipe por meio da sinergia;
  • Atingimento de alta performance.

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Referências Bibliográficas

CABECEIRO, S. F. V. Percepção do impacto do processo de Coaching na produtividade das empresas. Tese de mestrado. Instituto Politécnico de Bragança. 2013. 103 p.

COBÊRO, C., GODOY, C. R. A. & BORGES, R. F. A. Impacto da ferramenta Coaching de vida no desenvolvimento individual de clientes de uma empresa de treinamento. XII Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia. Disponível em: http://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos15/42822509.pdf. Acesso em: 06.10.16, às 21h19.

FERREIRA, M. A. A. COACHING – Um Estudo Exploratório sobre a Percepção dos Envolvidos: Organização, Executivo e Coach. Tese de mestrado. Universidade de São Paulo. 2008. 121 p.

KUNZLER, C. E. B. & SCHNEIDER, E. Coaching: uma metodologia para qualificação e desenvolvimento profissional. Revista Destaques Acadêmicos. CGO/Univates, 4 (1), pp. 39-47, 2012.

LANGE, A. & KARAWEJCZYK, T. Coaching no processo de desenvolvimento individual e organizacional. Revista Diálogo. Canoas, 25, pp. 39-56, 2014.

MARQUES, J.R. Curso de Formação em Professional & Self Coaching: Módulo I. Curitiba: IBC, 2016, apostila de curso.

SANTOS, I. S., SILVA, V. B. & ALCALDE, E. A. Coaching como ferramenta profissional e pessoal. Revista Conexão Eletrônica. Três Lagoas, 13 (1), 2016.

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